terça-feira, 27 de outubro de 2015

O capitalismo suíço!


Assim, o que resta dizer que o ponto positivo visto neste país é a distribuição salarial, a economia anda bem, porque uma maioria está bem. Uma prova disso é o PIB suíço apresentado em 2010 que ocupou o quarto lugar, depois de Luxemburgo, Noruega e Qatar. Por outro lado, a taxa de suicídio do país é elevado, o que confirma que a sociedade não é muito saudável apesar de sua riqueza.
A conformidade do suíço é também exigida pelo sistema. E uma forma encontrada para estabilizar esta conformidade é o duro consenso de que os suíços devem fazer o que eles devem fazer: pagar um imposto alto, servir ao exército, pagar um seguro saúde obrigatório e privado. Esta é uma forma de ser pressionado pelo governo, uma forma de consenso exigido por um sistema capitalista com aspectos de uma ditadura moderna.
Um ponto positivo da Suíça é que o país oferece uma educação de ótima qualidade em troca dos impostos pagos. A tecnologia é de ponta e a economia funciona, no entanto, tudo resume-se na economia. Quase não há uma cultura, quase não há literatura, definitivamente não existe uma gramática que represente a língua suíça-alemã, tudo resume-se em trabalho. Os suíços não fazem nada além de trabalhar e se entregar ainda mais ao conformismo.

Não ser presa nem para os vícios da vida!

Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;
Colossenses 2:8

domingo, 25 de outubro de 2015

Para Varennes, um povo ao qual se quer devolver a liberdade deve ser formado de novo.

BlLLAUD-VARENNES.
“Um povo ao qual se quer devolver a liberdade deve ser formado de novo. É preciso destruir antigos preconceitos, mudar hábitos arraigados, corrigir afeições depravadas, restringir as necessidades supérfluas, extirpar vícios inveterados... Cidadãos, a inflexível austeridade de Licurgo criou a base inabalável da República espartana. O caráter fraco e confiante de Sólon mergulhou Atenas na escravidão. Este paralelo encerra toda a ciência de governar.”

Duas espécies de perversão

Duas espécies de perversão
         "O Senhor de Montalembert (político e escritor), ao adotar o pensamento contido na famosa proclamação do Senhor Carlièr, dizia: “É preciso combater o socialismo.” E por socialismo acredita-se que, segundo a definição do Senhor Charles Dupin, ele queria dizer espoliação.
Mas de que espoliação estava ele falando? Pois há dois tipos de espoliação: a legal e a ilegal.
        Não creio que a espoliação ilegal, tal como o roubo e a fraude, que o Código Penal define, prevê e pune, possa ser chamada de socialismo. Não é ela que ameaça sistematicamente a sociedade em suas bases. Aliás, a guerra a este tipo de espoliação não esperou o sinal verde do Senhor de Montalembert ou do Senhor Carlier. Ela já havia começado desde o início do mundo. Muito tempo antes da Revolução de fevereiro de 1848, antes mesmo do aparecimento do socialismo, a França já possuía polícia, juizes, guardas, prisões, cadeias e forcas. É a própria lei que conduz esta guerra e seria desejável, penso eu, que a lei sempre tivesse esta atitude com relação à espoliação."

Frédéric Bastiat (1801-1850)

Como identificar a espoliação legal

Como identificar a espoliação legal
    "Mas como identificar a espoliação legal? Muito simples. Basta verificar se a lei tira de algumas pessoas aquilo que lhes pertence e dá a outras o que não lhes pertence. E preciso ver se a lei beneficia um cidadão em detrimento dos demais, fazendo o que aquele cidadão não faria sem cometer crime. Deve-se, então, revogar esta lei o mais depressa possível, visto não ser ela somente uma iniquidade, mas fonte fecunda de iniquidade, pois provoca represálias. Se essa lei — que deve ser um caso isolado — não for revogada imediatamente, ela se difundirá, multiplicará e se tornará sistemática.
    Sem dúvida, aquele que se beneficia com essa lei gritará alto e forte. Invocará os direitos adquiridos. Dirá que o estado deve proteger e encorajar sua indústria particular e alegará que é importante que o estado o enriqueça, porque, sendo rico, gastará mais e poderá pagar maiores salários ao trabalhador pobre.
    Não se ouça este sofista. A aceitação desses argumentos trará a espoliação legal para dentro de todo o sistema. De fato, isto sempre ocorreu. A ilusão dos dias de hoje é tentar enriquecer todas as classes, à custa umas dasoutras. Isto significa generalizar a espoliação sob o pretexto de organizá-la. "
Frédéric Bastiat (1801-1850)

A lei defende a espoliação

A lei defende a espoliação
    "Mas não é isso o que acontece. Às vezes a lei defende a espoliação; outras vezes, a leva a cabo por suas próprias mãos, no intuito de poupar o beneficiário da vergonha, do perigo e do escrúpulo. Às vezes ela usa todo o aparato da magistratura, da polícia, guardas e prisão em prol do espoliador, tratando como criminoso o espoliado que se defende. Em uma única palavra: existe a espoliação legal e é dela que, sem dúvida, fala o Senhor de Montalembert.
    Essa espoliação legal pode ser apenas uma mancha isolada no seio das medidas legislativas de um povo. Se assim for, é melhor apagá-la o mais rápido possível, sem maiores discursos ou denúncias, a despeito da grita dos interessados."

Frédéric Bastiat (1801-1850) 

sábado, 24 de outubro de 2015

A Lei segundo Frédéric Bastiat

"A LEI PERVERTIDA! E com ela os poderes de polícia do estado também pervertidos! A lei, digo, não somente distanciada de sua própria finalidade, mas voltada para a consecução de um objetivo inteiramente oposto! A lei transformada em instrumento de qualquer tipo de ambição, ao invés de ser usada como freio para reprimi-la! A lei servindo à iniquidade, em vez de, como deveria ser sua função, puní-la! Se isto é verdade, trata-se de um caso muito sério, e é meu dever moral chamar a atenção de meus concidadãos para ele."

Frédéric Bastiat (1801-1850)